• dias feitos de cores - days made of colors

  • Há dias que são feitos de cores. O dia em que a Ana e o Bennie disseram “Sim!” foi amarelo torrado das paredes da Quinta de Sant’Ana, foi verde da vinha e das folhas de oliveira, foi cor de palha dos pastos e dos caminhos, foi branco das nuvens e do vestido solto e rendado e foi preto do nosso olhar sobre tudo isto, olhar que encontrou, no recorte das formas sobre a luz, moldura e veículo para a expressão mais forte da atmosfera e das emoções que se viviam.
    Era Agosto, de sol quente mas macio. Ela, portuguesa, e ele, holandês, vieram com a família e os amigos para, num ambiente intímo e familiar, celebrar o caminho percorrido e lançar a estrada para novos passos.
    Eles e as pessoas que os amam estavam em todos os detalhes: nas folhas de oliveira que choveram no final da cerimónima, colhidas pelas mil crianças da família; no bouquet dela preparado pelo irmão dele; nas joias desenhadas por amigos; no baile com amigos também a assumir os comandos da mesa de DJ.
    E no fim da festa, quando risos e lágrimas tinham já rolado soltos e a folia da festa revertia em afectuosa atração aos sofás da casa, o dia continuava cheio de cores; mas o preto, esse espalhava-se agora pelo incrível céu esfarrapado de nuvens e esburacado de estrelas.

    Some days are made of colors. The day when Ana and Bennie said “Yes!” had the yellow from the walls of Quinta de Sant’Ana, had the green of the vineyards and of the olive leaves, had the straw color of pastures and paths. It had the white from the clouds and from the loose and lacy dress and it had the black from our look on all this, the look that had found, on the outline of the shapes over the light, the frame and path to the expression of the atmosphere and emotion of the day.
    It was august, sunny but gentle. They came with their family and friends to, in an intimate and homelike ambiance, celebrate their journey and launch the road for the upcoming steps.
    They and the ones who love them were in every detail: on the olive leaves that were thrown on the ceremony and that had been gathered by the family children; on her bouquet made by his brother; on the jewelry drawn by friends; on the dance where were friends also the ones who took control of the DJ set.
    And in the end of the party, when laughs and tears had already rolled loose and the revelry of the party was turning into affectionate attraction to the sofas of the house, the day was loaded of colors; and the black was now spreading through the incredible sky, ragged with clouds and stars. 

  • A côr do vento - The colour of wind

  • “A maior dor do vento é não ter côr!” (Mário Quintana)
    No dia do casamento da Rubina e do Filipe o vento foi feliz como nunca! Foi laranja, azul, amarelo. Foi massa de fumo espessa de contornos barrocos recortados, foi raiado luminoso coado e adoçado pelas copas das árvores, foi bruma densa e cerrada, rasgada pelos faróis pungentes da pão-de-forma.
    Entre o vento colorido houve abraços e beijos, bolo, brindes e muitos sorrisos.
    Houve discursos, olhos marejados, lágrimas soltas às voltas.
    Houve amor a transbordar, amor que, nesse dia, teve côr tal como o vento… laranja, azul, amarelo…

    “The biggest pain of the wind is having no color!” (Mário Quintana)
    On the wedding day of Rubina and Filipe, the wind was happier than ever. It was orange, blue, yellow.
    It was massive and thick smoke of baroque contours, it was marbling beams of light, sieved by the treetops, it was dense and thick haze, pierced by the pungent headlights of the van.
    Among the colorful wind there were hugs and kisses, cake, toasts and many smiles.
    There were speeches, watery eyes and lost loose tears.
    There was overwhelming love and, on that day, love had color, like the wind… orange, blue, yellow…

     

    Fornecedores envolvidos:

    convites e materiais gráficos: Ana Geraz;

    local: Quinta da Torre – Lanhelas;

    catering: Maria José Pinho Catering;

    bolo: Ameadella Pastelarias;

    fato do noivo e acessórios: Prassa;

    vestido de noiva, sapatos e acessórios: vestido Rosa Clara, sapatos Guava, toucado Cata Vassalo;

    maquilhagem: Pretty Exquisite Image Consulting;

    cabelos: Ixia Salon;

    bouquet: Isabel Castro Freitas Arte Floral;

    decoração: Crachá Wedding Agency;

    ofertas aos convidados: peças de artesanato do projecto Há ir e Voltar;

    fotografia: Menino Conhece Menina (nós);

    vídeo: Pixel;

    luzes, som e Dj: Musicbox Porto e Quarteto Pop;

    babysitting: SoAnimarte;

    transporte convidados: VW Pão de Forma para alugar.

  • Acordar no Porto - Wake up in Porto

  • O Henrique e a Joana vão casar!
    O dia do Sim aproxima-se em corrida acelerada e há festivais de borboletas a cobri-los de arrepios.
    Contam-se as horas que faltam. É tempo de ensaiar a dança e alinhar as ideias do discurso. Em breve se contarão minutos e passos até à porta da igreja.
    Em Maio ainda só se contavam os meses e a Joana e o Henrique vieram ao Porto. Vinham namorar e queriam os mimos, os olhares e os risos guardados, para não mais esquecer; e para repetir dali a 50  anos – essa é a promessa! Mesmo que de bengalas na mão! Queriam registar o amor e a intimidade, a alegria e a juventude.
    Haverá momento de maior intimidade do que o acordar, o beijo matinal e o abraço ensonado? Madrugámos e fomos encontrá-los ainda a preguiçar na cama. Depois de pequeno-almoço entre lençóis e guerras de almofadas, acabámos a manhã pelas ruas do Porto, fugidos do supermercado onde afinal não se pode fotografar, refugiados na Livraria Lello e perdidos de novo entre becos e quelhas.
    Contavam-se meses então, agora contam-se arrepios… está quase!

    Henrique and Joana are getting married!
    The “I Do” day approaches and the butterflies are starting with the stomach chills.
    They are counting the remaining hours. It is time to practice the dance and prepare the speech. Soon they will count the minutes and the steps to the church.
    In May they were still counting months when they came to Porto. They were coming to enjoy the city and their love and they wanted the cuddles, the looks, the laughter saved not to forget; and to repeat in 50 years – that is the promise! Even if with canes on their hands! They wanted to document the love, the intimacy, the joy and the youth.
    Is there a more intimate moment than the wakening, the morning kiss or the sleepy embrace? We met them still lazy in the bed. After breakfast between sheets and pillow fights, we ended the morning on the streets of Porto, running from the supermarket where, after all, you cannot photograph, rescued on Lello Bookshop and lost again between lanes and alleys.
    They were counting months then, now they count chills… we are almost there
    !

  • De Noxville para o Porto - From Noxville to Porto

  • Entre Porto e Knoxville contam-se 6.365,64 km e o sol desperta com 5 horas de diferença.
    No Porto nasceu Manoel de Oliveira, de Knoxville chega Quentin Tarantino.
    No Porto o brinde é com Vinho do Porto, em Knoxville é com Whiskey.
    Do Porto partiu a Raquel, o Craig de Knoxville. Foram encontrar-se algures pelo mundo… Menino conheceu Menina.
    Neste dia, os 6 mil e tantos quilómetros desvaneceram-se e as duas margens do Atlântico encontraram-se no Mosteiro de Landim para que, rodeados de Verão, de amigos e de flores, a Raquel e o Craig pudessem abraçar-se, chorar, rir, dançar e dizer Sim.
    O céu cobriu-se de estrelas nessa noite, enormes estrelas douradas que vieram iluminar o Dirty Dancing, os mergulhos nas árvores e os fatos de sumo.
    E pela longa noite, o lindíssimo claustro ecoou sem descanso gargalhadas e abraços, vibrante de dança e de festa.
    Era o AMOR suspenso no ar.

    Between Porto and Knoxville there are 6,365.64 km and the sun rises 5 hours later.
    In Porto was born Manoel de Oliveira, from Knoxville arrives Quentin Tarantino.
    In Porto the toasts are with Port Wine, in Knoxville with Whiskey.
    Raquel left from Porto, Craig from Knoxville. They met somewhere in the world … Boy met Girl.
    On this day, the six thousand km faded, and the two shores of the Atlantic met at the Landim Monastery so that, surrounded by summer, friends and flowers, Raquel and Craig could embrace, cry, laugh, dance and say Yes.
    The sky was covered with stars that night, huge golden stars that came to illuminate the Dirty Dancing, the dives in the trees and the sumo suits.
    And through the long night, the beautiful and vibrant cloister echoed with no rest the laughter and hugs, the dance and the party.
    It was LOVE in the air.

  • o amor é para sempre - love is forever

  • Há mais de cinco anos que fotografamos o amor a nascer, o amor a confirmar-se.
    Entre os vários casais que as nossas lentes viram, este é claramente especial. Com este senhor e esta senhora não vemos o amor no seu início, exuberante e energético, mas vemo-lo com a serenidade e a placidez de quem caminha de mão dada há 35 anos.
    Mas não é só. Sem eles “Menino conhece Menina” seria impossível porque não existiria Menino. Seríamos algo como “Menina espera que o Menino a venha conhecer”.
    Fazia neste dia 35 anos que, em rescaldo de Natal, o Daniel (sim, o Menino herda o nome do pai) e a Isabel casaram. Tal como há 35 anos, o céu estava carregado de um nevoeiro frio e espesso. Na pequena aldeia transmontana, percorremos com eles os sítios onde namoravam, a primeira casa onde viveram e até o castanheiro onde o fotógrafo os levou para a sua sessão de casamento. Ouvimos as histórias desse outro tempo em que os beijos eram escondidos e os encontros de fugida mas o amor, esse era o mesmo vendaval de borboletas sobre a pele.
    É com este confirmado amor que queremos inaugurar o blog “Menino conhece Menina”. Será mais um instrumento a acompanhar-nos nesta caminhada que, embora já longa, acreditamos ainda estará muito longe de atingir o seu cume. Ainda há muito amor para ver, muito para mostrar, tanto para aprender e crescer.

    For more than five years we photograph love being born, love being confirmed.
    Among the couples our lenses have seen, this one is clearly special. With this gentleman and this lady we do not see love at its beginning, exuberant and energetic, we see it with the serenity and placidness of those who walk hand in hand for 35 years.
    But that’s not all. Without them “Menino conhece Menina” (Boy meets Girl) would not be possible because there would be no Menino. We would be something like “Menina waits for Menino to come and meet her.”
    In this day, 35 years had passed since that other morning when Daniel (yes, the Boy inherits his father’s name) and Isabel married.
    Just as 35 years ago, the sky was thick with cold fog. In the small village of Trás-os-Montes, we traveled with them to the places where they dated, the first house they lived in, and even the chestnut tree where the photographer took them on their wedding photo session. We heard the stories from that other time when kisses were hidden and on the sly but love, this was the same gale of butterflies on the skin.
    With this confirmed love we want to inaugurate the blog ” Menino conhece Menina”.
    It will be another instrument to accompany us on this walk which, although already long, we believe is still very far from reaching its summit. There is still much love to see, much to show, so much to learn and to grow.